| em 18 maio 2010

Coceira vaginal e outros sintomas que podem sinalizar uma DST

Todas as mulheres já apresentaram em algum momento episódios de coceira na região vaginal, tanto na região interna quanto externa. Inclusive muitas se perguntam se foi transmissão sexual ou foi por outro motivo. Vamos então esclarecer tudo.

Inicialmente vamos falar da coceira vaginal somente na região externa. Esse é um sintoma bastante característico de um processo alérgico. O uso constante de calcinha de lycra, sabonete íntimo, asseio com substâncias abrasivas como vinagre e outras, podem desencadear o prurido (coceira) associado à vermelhidão e irritação da região.

Nestes casos, recomenda-se o abandono das calcinhas de lycra, retirada da substância que esteja sendo usada para asseio e o uso de sabonete neutro. É importante lembrar que o uso de calças jeans o dia inteiro também favorece esse sintoma. Marcante da mulher moderna é passar o dia inteiro de calça no trabalho, isso favorece bastante o surgimento de alergias na região genital.

Há também a coceira vaginal interna, que já não ocorre por motivos alérgicos. A principal doença associada a isso é a candidíase, que você já deve ter ouvido falar. Nesse caso, a coceira é intensa e pode ser interna e externa, associado a ardor, dor ao urinar, inchaço, vermelhidão, dor na relação sexual e um corrimento branco, sem cheiro, semelhante à nata de leite ou queijo cottage. Pode piorar antes da menstruação.

E como se origina? A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans que pode se proliferar na vagina por um desequilíbrio do ambiente, normalmente ocasionado por alguns comportamentos comuns como: deixar a calcinha secar no banheiro e não em local arejado, asseio vaginal incorreto, talco, sabonete íntimo, passar o dia inteiro com a mesma roupa.

Existe também a coceira vaginal interna que está relacionada a uma doença sexualmente transmissível, é a tricomoníase. Associa-se a um corrimento esverdeado, abundante e mal cheiroso. Pode apresentar também dor durante a relação sexual. Importante procurar o seu médico para o tratamento tanto seu quanto do parceiro. Caso seja tratada só a mulher, os sintomas aparecerão novamente.

por Anna Luyza Aguiar - Doutoranda do 6º ano de medicina e socorrista pelo Salve cursos.

Fonte: Dicas de Mulher




Corrimento frequente e verrugas na região genital pedem visita ao ginecologista

Os números são alarmantes. Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. "É importante ressaltar que os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da Aids (HIV)", diz a ginecologista Rosa Maria Leme. "Existem diversas doenças, como a herpes, por exemplo, que apresentam sintomas que logo desaparecem, mas o vírus continua presente. Por isso é importante ficar sempre atento." Mas será que todos os sinais do corpo podem sinalizar uma DST? Para você entender mais sobre o assunto, o MinhaVida destacou abaixo as principais características que acendem o sinal vermelho e pedem uma consulta de emergência com o seu ginecologista .

Secreção vaginal ou corrimento

A especialista explica que pequenas secreções claras e sem cheiro, até uma semana antes da menstruação, são normais. O problema é quando o sintoma persiste. "Qualquer secreção vaginal mais amarelada, verde, pink ou até mesmo a branca, quando em grande quantidade, pode sinalizar algum problema de infecção ou até alguma DST, como a gonorreia. A mulher precisa ficar atenta, principalmente quando ela nunca apresentou nenhum sinal de corrimento", explica a especialista.

Verrugas genitais

Elas funcionam como um alerta do corpo e precisam de exames específicos para serem analisadas. "O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de câncer de colo de útero", explica a ginecologista.

Cheiro forte

Ao perceber um cheiro forte não característico, na região da vagina, busque um especialista. "O odor ruim pode estar totalmente ligado a uma bactéria e a uma infecção. O quadro pode gerar pus, que altera o odor normal da região e, em alguns casos, pode causar ardência e irritação", diz Rosa Maria Leme.

Coceira

Normalmente a coceira não está relacionada a nenhuma DST, mas precisa de atenção especial. "Em geral, esse problema está ligado à infecção por um fungo chamado cândida, que além da coceira, vem acompanhado de corrimento. Mas vale lembrar que a coceira também pode estar relacionada a outras infecções genitais menos frequentes ou até menos ao chato (uma espécie de piolho, que se instala na região pubiana)".

Dor durante a relação sexual

Dores durante o sexo também podem sinalizar que algo não anda bem. "Principalmente nas mulheres que apresentam feridas internas na maioria dos casos de DST, a dor durante a penetração pode ser preocupante. Sinais como forte ardência e incômodo indicam que algo não vai bem e uma visita ao médico precisa ser agendada ", explica a especialista.

Grupo de risco

As mulheres que estão no grupo de risco das DSTs precisam de cuidados ainda maiores. "Mulheres com muitos parceiros sexuais ou que não usam métodos contraceptivos de barreira, como a camisinha, precisam de uma consulta urgente com um especialista, pois além de estarem colocando a saúde em risco, estão ameaçando a de seus parceiros", alerta Rosa Maria Leme.

Visite o ginecologista

Para afastar o risco de doenças, a consulta com o especialista e a realização de exames preventivos é essencial. "Toda mulher que já tiver tido relação sexual, deve obrigatoriamente passar por uma consulta ginecológica anual para realização de exames de rotina ginecológica e para prevenção de câncer de colo uterino, como exames hormonais e ultrassom para checar útero e ovários".


Fonte: Minha Vida



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