| em 19 julho 2010

Bebidas alcoólicas durante a gestação e seus efeitos

Nos países da América Latina, o consumo de bebidas alcoólicas pelo sexo feminino vem aumentando dramaticamente nos últimos 20 anos, sendo considerado como um dos mais graves problemas de saúde pública, devido às complicações sobrevindas no plano somático e psíquico além da profunda repercussão no meio social.

No Brasil, dados preliminares levantados pela Universidade Federal de São Paulo constatam uma prevalência de 6,6% de alcoolismo na população de 24 municípios de São Paulo, com predominância masculina, porém com prevalência de 19,16% na população feminina.

Nas mulheres, em comparação com os homens, o álcool atinge maiores concentrações no sangue e é absorvido em maiores quantidades devido à proporção de gordura corpórea maior e de menor quantidade de líquido corporal nas mulheres que nos homens. Desse modo, é mais prejudicial às mulheres, comparado com homens com o mesmo peso corporal. Tal padrão de consumo refere-se a mulheres não-grávidas, pois na gravidez é recomendável a abstinência total de álcool.

Durante a gravidez, o álcool pode causar deficiências físicas ou mentais no feto, assim como uma predisposição ao seu consumo na vida adulta. O consumo da bebida em questão durante a gravidez é a principal causa conhecida de anomalias congênitas. A síndrome alcoólica fetal, uma das principais conseqüências da sua utilização durante a gravidez ocorre em cerca de 2,2 de cada 1000 recém-nascidos vivos correspondendo a um padrão específico de malformações congênitas.

Desde 1983 o álcool já era considerado como droga que passa ao leite materno, com sua ingestão necessitando ser abolida durante todo o período de amamentação porém é evidente que, tanto no Brasil como no restante do mundo, mães alcoólicas não modificam o hábito de consumir bebidas no período de lactância o que transforma essa situação em um problema de saúde pública .

O tratamento crônico com etanol no período de lactação induz distúrbios metabólicos importantes nas mães, incluindo alterações na função da glândula mamária que levam a uma diminuição na produção total de leite, com conteúdo aumentado de gorduras. Sua ingestão continuada nesta fase altera a composição química do leite resultando no aparecimento do etanol e acetaldeído no leite e exacerba os efeitos do etanol no neonato.

Alguns pesquisadores observaram que a ingestão materna de álcool diminui a produção de leite, ocasionando má nutrição severa no filhote de rato.

Como este tema é de extrema importância, pesquisadores da Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto, da Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP) e da UNORP uniram seus esforços para que, com pesquisas em animais de laboratório, possam ser reveladas manifestações orofaciais decorrentes do abuso de álcool durante a gravidez. Devido ao impacto de alguns resultados obtidos, o referido grupo de pesquisadores já realizou duas publicações em revista de impacto internacional.

Fonte: UNIPÓS



Beber na gravidez prejudica a fertilidade do filho

De acordo com uma pesquisa desenvolvida na Dinamarca durante a Conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, mulheres que bebem durante a gravidez podem prejudicar a fertilidade dos seus filhos.

O estudo avaliou cerca de 350 homens e descobriu que os níveis de espermatozóides eram um terço menor nos jovens que as mães tinham ingerido mais de quatro doses de bebida alcóolica por semana durante a gestação.

O consumo de bebidas alcóolicas, mesmo que "socialmente", pode resultar em um funcionamento inadequado dos ovários e aumentar o risco de aborto na mulher. Para o homem, induz o funcionamento inadequado dos testículos, reduzindo níveis de testosterona e alterando a forma e função dos espermatozóides.

A pesquisa também analisou homens, hoje com idades entre 18 e 21 anos, nascidos de mulheres que tinham participado de um grande estudo sobre estilo de vida enquanto grávidas. Os homens foram divididos em quatro grupos: que tinham mães que não beberam, mães que consumiam de uma a uma dose e meia em uma semana, duas a quatro doses por semana e quatro ou mais doses por semana. Uma dose foi classificada como uma cerveja, um copo de vinho pequeno ou uma dose de destilado.

Foi verificado que aqueles com maior exposição ao álcool tinham concentrações médias de 25 milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen em comparação a 40 milhões/ml naqueles que tinham mães que não beberam.

Outros fatores que poderiam ter influenciado na produção de sêmen, como fumo e histórico médico, foram calculados e o resultado foi que, em média, o grupo de homens em que as mães beberam durante a gravidez tem 32% menos concentração espermática.

Fonte: Click 21



Outro estudo mostra que grande quantidade de bebida alcoólica durante os nove meses pode fazer com que a criança nasça com lábio leporino

Você já sabe que consumir bebidas alcoólicas durante a gravidez pode prejudicar o desenvolvimento do bebê. Mas mais um estudo reforça a importância de a gestante evitar o álcool nesse período. Desta vez, o resultado de uma pesquisa realizada no Instituto Nacional das Ciências da Saúde Ambiental, na Noruega, mostrou que mulheres grávidas que abusam da bebida no começo da gestação podem desenvolver bebês com lábio leporino.

O estudo analisou famílias norueguesas de crianças recém-nascidas com lábios leporinos entre 1996 e 2002. O estudo incluiu também, 573 mães que tiveram bebês com fissura congênita do lábio superior e fissura congênita do céu da boca, além de 763 mães selecionadas aleatoriamente. Para a pesquisa, as mães responderam um questionário focado no estilo de vida que levaram na gestação e as exposições ambientais durante o primeiro trimestre da gravidez, quando o bebê desenvolve o rosto.

De acordo com os resultados, as gestantes que consomem cerca de cinco bebidas por dia, correm duas vezes mais riscos de desenvolverem crianças com problemas de lábio leporino, que pode atingir os lábios ou o céu da boca. Para Waldemir Rezende, ginecologista do Hospital das Clínicas, a mulher pode tomar uma taça de vinho ou um copo de cerveja esporadicamente. "Mais do que isso, o bebê pode ser afetado. Bebidas destiladas, que apresentam um teor alcoólico muito alto, estão proibidas", diz Waldemir.

Fonte: Revista Crescer



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